O Grito da Rua: denunciar as opressões e anunciar as resistências
A ação cultural O Grito da Rua foi uma articulação entre movimentos sociais, artistas e educadores populares que objetivou promover uma intervenção de graffiti que dialogasse sobre temáticas de opressões e resistências com estudantes do Instituto Federal de Minas Gerais localizado na cidade de Ponte Nova. As atividades se dividiram em dois dias: no primeiro foi um momento formativo para trazer a visão sobre a história do graffiti e criar os projetos de intervenção e no segundo foi quando grafamos no muro as ideias que surgiram no primeiro dia.
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| Cartaz de chamada para a ação cultural |
Primeiro dia
Nesse dia buscamos um diálogo formativo que trouxesse um pano de fundo para inspirar a criação dos projetos de intervenção no muro. Começamos com uma conversa sobre a história contemporânea do graffiti enfocando os contextos culturais e políticos dos três principais focos de efervescência dessa manifestação estética: o maio de 68 na França, a formação do movimento hip hop nos guetos dos bairros periféricos em Nova York nos Estados Unidos e, por fim, a associação da pintura mural com os grafites de protesto contra as Ditaduras Militares na América Latina.
Além desse apanhado histórico, trocamos uma ideia sobre algumas nuances estéticas do graffiti, especificamos as características de algumas tipografias como o bomb, wild style e grapixo. Trouxemos também algumas questões sobre a diferença do graffiti e a pichação e as especificidades da história do picho no Brasil e referenciamos o trabalho de alguns grafiteiros que trabalham com a temática da resistência, como o Mundano e O Saci Urbano. Dessa conversa, várias questões surgiram como a criminalização dos pichadores, o conceito de beleza, o conflito da pichação com os espaços privados...
Além desse apanhado histórico, trocamos uma ideia sobre algumas nuances estéticas do graffiti, especificamos as características de algumas tipografias como o bomb, wild style e grapixo. Trouxemos também algumas questões sobre a diferença do graffiti e a pichação e as especificidades da história do picho no Brasil e referenciamos o trabalho de alguns grafiteiros que trabalham com a temática da resistência, como o Mundano e O Saci Urbano. Dessa conversa, várias questões surgiram como a criminalização dos pichadores, o conceito de beleza, o conflito da pichação com os espaços privados...
Logo após essa conversa, dividimos a turma em dois grupos para discutirmos especificamente sobre alguns temas. O primeiro grupo enfocou o debate sobre opressões, negritude e cultura, tendo como mediadores as mulheres do Coletivo Filhas de Frida, os companheiros do Levante Popular da Juventude e as dançarinas do Grupo Zimbabwe. O segundo grupo enfocou o debate sobre questão ambiental puxado por representantes do Fórum Municipal Lixo e Cidadania de Ponte Nova e sobre educação libertadora com nós do Grafias à Margem.
| finalizamos o dia com uma apresentação das meninas do Zimbabwe |
Segundo dia
Nesse dia começamos os trabalhos cedo. Foi o momento de arregaçar as mangas e por a mão na massa para dar vida para os 80 metros de muro que aguardava as nossas grafias.
Começamos reunindo os grupos para terminar os esboços dos projetos que começamos no dia anterior.
Logo após esse momento começamos a esboçar os primeiros traços no muro
| Carlos Otávio e Lorena lançando os trampo |
| Homenagem do Grito da Rua à Tia Cleonice, mulher que criou o grupo Zimbabwe |






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